Hanks não tem perfil de galã, ao contrário dos colegas citados acima. Desde que começou sua carreira, interpretou tipos comuns, com fraquezas e angústias mais fáceis de se identificar do que aquelas existentes nos heróis. Ele se especializou em mocinhos, não os superpoderosos ou bonitões, mas aqueles que prendem o público por parecerem extremamente reais, capazes de ser encontrados no supermercado ou na vizinhança. Para ele, não existe personagem difícil, e sim papéis bons ou ruins. E ele sabe exatamente qual irá escolher. Tom Hanks é o tipo de ator que está preparado para interpretar qualquer personagem
A estréia de Hanks no cinema aconteceu em 1980, no longa Trilha de Corpos. Sem nenhuma repercussão na indústria, a saída encontrada pelo ator para se manter na carreira foi atuar em séries de televisão. Entre elas estão Happy Days e O Barco do Amor. Apareceu também em algumas edições do Saturday Night Live, programa que revelou muitos atores de talento cômico, como Bill Murray, por exemplo.
Hanks destacou-se na telona quando atuou na comédia Quero Ser Grande, de 1988. De cara, conseguiu uma indicação ao Oscar e ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia. A facilidade com que interpretava tipos engraçados pôde ser vista em outras duas produções realizadas no ano seguinte: Meus Vizinhos São um Terror e Uma Dupla Quase Perfeita.
Era início da década de 90 quando Tom Hanks mudou a imagem que se tinha dele tanto nos estúdios como na mente do público. O prestígio e o reconhecimento vieram com Filadélfia, em 1993. O drama era sobre um advogado homossexual vítima do HIV que foi demitido do trabalho assim que descobriram sua doença. O filme suscitou um debate sobre o preconceito tanto com relação à opção sexual como no que se referia à doença, que ainda era desconhecida para a maioria das pessoas. O ator ganhou seu primeiro Oscar naquele ano.
A década de 90 foi tempo também de novos projetos, com o início de uma promissora carreira como diretor (The Wonders - O Sonho não Acabou, 1996) e produtor (minissérie Da Terra a Lua, 1998).
Em 1994, veio outro prêmio. Forrest Gump - O Contador de Histórias agradou em cheio à Academia hollywoodiana e Hanks se tornou, ao lado de Spencer Tracey, o outro único ator a ganhar a estatueta em dois anos consecutivos. Depois disso, seu prestígio se consolidou. Os roteiros, cuidadosamente escolhidos, lhe renderam mais duas indicações ao Oscar: O Resgate do Soldado Ryan (1989) e Náufrago (2000).
Mas não só de bons moços vive Hanks. Em 2004, o ator encarnou com mérito, e com direito a cavanhaque, um auto-irônico líder intelectual de criminosos de meia-tigela em Matadores de Velhinhas. Ele já havia estreado como um vilão - e bom pai de família - em Estrada Para Perdição, de 2002.
Os filmes estrelados por Tom Hanks se tornam, quase sempre, extremamente populares. É difícil um deles ser fiasco de bilheteria. Sua carreira mantém certa estabilidade, mesmo quando não fatura milhões. E as produções de sucesso podem variar, de acordo com a versatilidade do ator; Mensagem pra Você, por exemplo, é uma das comédias românticas mais bem-sucedidas de Hollywood na atualidade.
Agora, o ator está cotado para viver na tela um personagem do best seller mundial do momento, o romance de Dan Brown, O Código Da Vinci. O filme da Sony será dirigido por Ron Howard e produzido por Brian Grazer. Entre os atores que estavam cotados para o papel estavam George Clooney e Russell Crowe. Mas para Howard, diretor de Uma Mente Brilhante, Hanks reúne todas as atribuições para interpretar no cinema o professor da Universidade de Harvard Robert Langdon, personagem principal do livro.
Nascido na Califórnia, em 9 de julho de 1956, o ator não é dado a estrelismos. Tido pelos colegas como alguém tranqüilo e simples, mantém fora da tela a mesma imagem de pessoa comum que o ajudou a alcançar popularidade não só entre os americanos. Diz-se que um filme com Tom Hanks pode ser assistido ao lado da família inteira. Na maioria das vezes, isso é certo, bem como a garantia de boa atuação e algumas risadas.
Revista Época
Fernanda comenta
Atendendo a pedidos, resolvi fazer esta seção! Agora, todo sábado, postarei algumas notícias e uma homenagem a algum ator ou diretor!
Comentários
Uma boa ideia...gostei do texto..parabéns;
Águas da Vida,
Oi amiga...passei a desejar-lhe um lindo fim de semana, beijinhos
Amei a homenagem ao Tom Hanks.Ele mereeeeeece. Ele ganhou o meu coração com o filme FORREST GUMP. A pessoa que ele interpreta combina muito bem com alguem portador de um transtorno do Espectro do autismo (a minha mensagem lá no meu blog). A sinceridade, a inocência...
Gostei de ler.
Deus seja sempre louvado!
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??c(`...........')o A vida se torna uma festa
??…\..........,/? quando sabemos desfrutar? .•*´
??_//^---^\\_?das coisas normais do dia-a-dia.
Tenha um bom fim de semana.
Beijos,
Eunice
Fica bem.
Os actores que mais gosto [além de Tom Hanks e Mel Gibson] são Anthony Hopkins, Kevin Spacey e Edward Norton.. Actores que se igualam na carga psicológica que conseguem transmitir.. Ou seja, estão mesmo a viver os acontecimentos do filme [na minha opinião são os que melhor transmitem esta ideia]..
O único actor com perfil de heroí que gosto é Johnny Depp [com grande actuação no infantil Charlie e a Fábrica de Chocolate]..
Tom Cruise é apenas uma cara linda, com muita escola de cinema|teatro..Vê-se que não nasceu com verdadeiro talento para o cinema [basta comparar com os actores que referi antes, ou com Benicio del Toro, Dustin Hoffman ou mesmo Michael Douglas]..
E um bom actor não precisa da publicidade|marketing que o Tom Cruise cria à sua volta, porque não é esquecido..