PN - O clã Bolsonaro é uma família de criminosos. Depois do patriarca ser condenado e preso, o filho Eduardo é condenado por crimes contra a soberania nacional.
A condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, foragido da Justiça brasileira nos Estados Unidos, é mais um ato de defesa da democracia e da soberania nacional.
Ele foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, por tentar interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e seus comparsas condenados e presos por tramar a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, entre outros crimes.
O ministro Alexandre de Moraes, o relator do caso, votou pela condenação e foi acompanhado pelos demais ministros da Turma: Cristiano Zanin, Carmen Lúcia e Flávio Dino. Os ministros foram unânimes também ao fixar o tamanho da pena, que deixa o ex-deputado inelegível desde já, apesar da possibilidade de recurso.
A decisão é resultado da investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para articular sanções a autoridades e à economia brasileiras com o objetivo de pressionar o julgamento da trama golpista.
Trata-se do anúncio do presidente estadunidense, Donald Trump, em julho do ano passado, de uma sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros, mencionando o processo contra Jair Bolsonaro, que chamou de “caça às bruxas”.
O governo dos Estados Unidos sancionou, com a Lei Magnitsky, Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, além de outras autoridades como o então ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e o ex-advogado-geral da União José Levi.
Eduardo Bolsonaro assumiu que se juntou à uma potência estrangeira para atacar o seu próprio país. Proclamou, com orgulho, que tramou e mediou as sanções, suspensas no final de 2025. De acordo com a PGR, as ações de Eduardo Bolsonaro não prejudicaram apenas as autoridades brasileiras sancionadas, mas toda a economia nacional, com prejuízos concretos a setores produtivos relevantes.
Mais recentemente, Eduardo Bolsonaro foi artífice de mais um ato de traição nacional, ao lado do irmão e pré-candidato da extrema direita a presidente da República, Flávio Bolsonaro, e do youtuber Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Baptista Figueiredo: o anúncio de um novo tarifaço pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), um aumento para 50% das tarifas, com a alegação de supostas práticas desleais, citando como exemplos o Pix e a regulamentação de big techs.
Atuou também para a classificação de facções criminosas como “organizações terroristas”, expondo o país a possíveis intervenções dos Estados Unidos.
O ex-deputado está nos Estados Unidos desde março de 2025 e não apresentou defesa. Foi representado, nesse processo, pela Defensoria Pública da União. O ministro enfatizou que “processo penal não é palhaçada”.
“As normas existem para garantir o contraditório e a ampla defesa dentro da paridade de armas, não para que fraudes e crimes praticados continuem se perpetuando”, afirmou. “Vamos brincar que o réu pode ficar foragido, reiterar seus crimes pelas redes sociais e não pode ser processado?”, questionou.
Eduardo Bolsonaro é uma espécie de “adido” da família ao governo dos Estados Unidos, disposto, como já provou, a qualquer crime de lesa-pátria desde que julgue que tais ações podem beneficiar as ambições do clã.
Corretamente, no julgamento se destacou que a atuação dessa natureza não poderia estar coberta pela imunidade parlamentar, uma vez que ele estava licenciado e, mesmo que não estivesse, “fazer lobby no exterior contra o próprio país” não é função de deputado federal, frisou o ministro Alexandre de Moraes.
Eduardo Bolsonaro perdeu seu mandato por decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em 18 de dezembro do ano passado por ter deixado de comparecer a um terço das sessões deliberativas, nos termos do Artigo 55 da Constituição, depois de receber salários como deputado sem comparecer ao trabalho desde que foi morar nos Estados Unidos.
A condenação do ex-deputado é mais uma do clã Bolsonaro. Seus delitos se somam ao caso do flagrante de pagamento de R$ 134 milhões pelo ex-banqueiro corrupto Daniel Vorcaro a pretexto de financiar o filme sobre seu pai, intitulado Dark Horse (O Azarão), do qual ele é “produtor executivo”.
A Polícia Federal investiga se o financiamento de sua vida nos Estados Unidos e a compra de uma mansão de R$ 3,6 milhões em Arlington, Texas, foram custeados pelo repasse de Vorcaro. Em áudio, Flávio Bolsonaro implora ao banqueiro criminoso essa montanha de dinheiro para o tal filme. Por isso, é investigado pela Polícia Federal por corrupção.
Nesta quarta-feira, 17, na França, em entrevista coletiva, Donald Trump, comprovando tudo que foi argumentado pelos ministros da Primeira Turma, saiu em defesa da família Bolsonaro. Confundiu Eduardo, com Flávio, mas o fato é que saiu em socorro dos líderes de sua quinta-coluna.
O presidente Lula, também, em entrevista coletiva, disse que Trump tem o direito de ter os Bolsonaro como seus prediletos, mas foi assertivo: “Mas não se meta com as eleições no Brasil.” Espero que ele respeite a ética que rege as relações entre as nações e respeite a soberania do Brasil, concluiu.
A decisão do STF confirma, mais uma vez, que os crimes do bolsonarismo, todos de extrema gravidade, não podem ser tolerados. O país e o povo estão diante de ameaças que precisam ser repelidas também no âmbito das decisões políticas. O Brasil se encontra sob ameaça da ofensiva do imperialismo estadunidense na América Latina e no Caribe. O Brasil é o alvo da vez.
A expressão concentrada desse perigo hoje se chama Flávio Bolsonaro, o indicado pelo chefe do clã para ser o vassalo oficial de Trump no Brasil, com todas as consequências da traição à pátria e da abolição do regime democrático. A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se impõe, portanto, como uma grande causa de todos que amam o Brasil e prezam sua independência e soberania.
Planetário Notícias
Fonte: Portal Vermelho
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