Mundo sem lei: Israel detém e interroga alto funcionário da ONU após visita a Gaza

 PN - O subsecretário-geral da ONU Gilles Michaud foi retido no aeroporto Ben Gurion e questionado sobre missão oficial realizada no enclave palestino em 2025.

Israel deteve e interrogou nesta terça-feira (12) por cerca de 45 minutos o subsecretário-geral da ONU para Segurança e Proteção, Gilles Michaud, após sua chegada ao aeroporto Ben Gurion, próximo a Tel Aviv. 

Segundo informações divulgadas pelo jornal israelense Yedioth Ahronoth, o funcionário das Nações Unidas foi questionado sobre uma visita oficial realizada à Faixa de Gaza em agosto de 2025, previamente coordenada com as próprias autoridades israelenses.

Michaud, cidadão canadense responsável pela segurança das operações da ONU em todo o mundo, teve o passaporte confiscado durante os procedimentos de segurança no aeroporto antes de ser levado a uma sala de espera e interrogado pelo Shin Bet, o serviço de segurança interna de Israel.

De acordo com o jornal israelense, autoridades do país alegaram posteriormente que o episódio ocorreu por um “caso de identidade equivocada” e afirmaram que o diplomata foi liberado pouco depois, sem acusações formais.

Após o incidente, Gilles Michaud classificou o tratamento recebido como “incomum” para um alto funcionário das Nações Unidas e afirmou nunca ter enfrentado situação semelhante em outros países. 

Segundo a reportagem do Yedioth Ahronoth, ele chegou a considerar cancelar compromissos oficiais previstos em Israel.

O episódio ocorre em meio ao aprofundamento das tensões entre Israel e organismos internacionais por causa da situação humanitária na Faixa de Gaza. 

A ONU e diversas agências humanitárias vêm denunciando restrições israelenses à entrada de ajuda, ataques contra trabalhadores humanitários e obstáculos impostos a missões internacionais que atuam no território palestino.

A Faixa de Gaza permanece no centro dos debates das Nações Unidas desde o início da ofensiva israelense lançada após os acontecimentos de 7 de outubro de 2023. Segundo autoridades palestinas citadas nas reportagens, mais de 72 mil palestinos morreram e cerca de 172 mil ficaram feridos desde o início da guerra.

Embora um acordo de cessar-fogo tenha entrado em vigor em outubro de 2025, autoridades palestinas e organizações humanitárias seguem denunciando o estado sionista de realizar ataques diários e manter restrições severas à entrada de ajuda humanitária no enclave.

A ONU também tem alertado repetidamente para o agravamento das condições humanitárias em Gaza, marcado pela destruição de infraestrutura, escassez de alimentos e medicamentos e colapso do sistema de saúde local.


Planetário Notícias 

Por: Lucas Toth

Fonte: Portal Vermelho



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