PN - O ministro Guilherme Boulos disse nesta quinta-feira (2) que o projeto com urgência vai obrigar a votação em 45 dias, pois, caso não seja votado nesse prazo, tranca a pauta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu enviar um projeto de lei com pedido de urgência para acabar com a escala 6×1 (seis dias de trabalho e apenas um de descanso). Desse modo, o governo calcula que pode aprovar a matéria ainda este ano.
O projeto será apresentado com três pontos: o fim da escala de trabalho 6×1, a instalação de um regime de trabalho máximo de 5×2 e a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, tudo sem redução de salário.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse nesta quinta-feira (2), durante entrevista ao programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, na Rádio Nacional (EBC), que o projeto com urgência vai obrigar a votação em 45 dias, pois, caso não seja votado nesse prazo, tranca a pauta.
“Isso é do regimento. Se não votar, tranca a pauta. Então, aquela tática de empurrar com a barriga pra não votar [vai acabar]. Agora todo o deputado e senador terá que colocar sua digital e dizer se é a favor ou contra o trabalhador”, disse o ministro.
Pelos cálculos do governo, a matéria deverá ser votada em 90 dias: 45 na Câmara e 45 no Senado.
“Em três meses, o povo brasileiro vai saber quem é a favor do fim da 6×1 e quem é a favor dos privilegiados. O presidente Lula quer o fim da 6×1 e nós vamos conseguir aprovar isso em 90 dias no país”, assegura.
O governo avalia que está havendo uma “tática” da oposição bolsonarista para evitar a votação da matéria.
“Já faz um tempo que o Lula encampou o debate sobre o fim da escala 6×1 com redução de jornada de trabalho. Foi feito um diálogo com o Congresso durante meses, só agora colocaram a PEC [proposta de emenda à Constituição] para movimentar lá na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça da Câmara]”, critica Boulos.
Naquela comissão, diz o ministro, marcaram quatro audiências públicas e ainda há a possibilidade de pedido de vista.
“O Valdemar Costa Neto, presidente do partido de Bolsonaro, numa palestra para empresários, junto com Antônio Rueda, [presidente] do União Brasil, duas figuras carimbadas, foram ovacionados pelos empresários quando disseram: ‘Nossa tática com a 6×1 é não deixar votar, porque se votar, mesmo quem é de direita vai votar a favor porque é uma pauta muito popular, então não pode deixar votar”, lembra Boulos.
“Essa era a tática que estava sendo jogada. Por isso, o presidente Lula decidiu entrar com um projeto de lei em regime de urgência”, completa.
Planetário Notícias
Por: Iram Alfaia
Fonte: Portal Vermelho
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