PN - Vice-presidenta afirmou que ofensiva visa controlar petróleo e minerais, acusou violação da Carta da ONU e levou denúncia formal ao Conselho de Segurança.
Desafiando a Casa Branca, a vice-presidenta da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado (3) que o Estado venezuelano permanece em funcionamento pleno após a ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos, que, segundo ela, teve como objetivo a mudança de regime e o controle dos recursos energéticos, minerais e naturais do país.
“Aqui está o mais alto comando do Estado venezuelano: o alto comando militar, o alto comando do Estado, o alto comando do Conselho de Vice-Presidentes. Estão reunidos todos os fatores políticos do Poder Nacional da Venezuela”, disse a vice-presidenta.
“Todo o Poder Nacional da Venezuela está ativado para ratificar aquilo que somos por herança como filhos e filhas de Simón Bolívar: a defesa da nossa independência nacional, da nossa soberania e da nossa integridade territorial.”
A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Defesa da Nação, no Palácio de Miraflores, na capital Caracas. Na ocasião, Rodríguez afirmou que a ofensiva norte-americana “viola flagrantemente os artigos 1 e 2 da Carta das Nações Unidas”.
Esses dispositivos da Carta da ONU consagram o princípio da soberania dos Estados, proíbem o uso da força nas relações internacionais e estabelecem que conflitos entre países devem ser resolvidos por meios pacíficos ou com autorização do Conselho de Segurança.
“Já havíamos advertido que estava em curso uma agressão sob falsas desculpas, sob falsos pretextos, e que as máscaras haviam caído”, disse a vice-presidenta.
“Essa agressão tinha apenas um objetivo: a mudança de regime na Venezuela, e que essa mudança de regime permitisse, além disso, a captura dos nossos recursos energéticos, dos nossos recursos minerais e dos nossos recursos naturais”, denunciou Rodríguez.
Rodríguez conclamou o povo à unidade nacional e à organização coletiva em defesa da soberania, da independência e da integridade territorial do país.
“Chamamos o povo venezuelano a manter-se em calma para enfrentar juntos, em perfeita união nacional, esta etapa. Que essa fusão policial, militar e popular se converta em um só corpo, e que saiamos unidos para defender nossa soberania e nossa independência nacional”, disse vice-presidenta.
“Na Venezuela há um povo que se ativou nas ruas, atendendo a um chamado que já havia sido feito pelo presidente da República. Militantes em seus locais de trabalho, ativados. A Força Armada Nacional Bolivariana, ativada e desdobrada em todo o território nacional. Os órgãos de segurança cidadã, ativados”, prosseguiu.
Rodríguez evocou símbolos nacionais e a tradição bolivariana para sustentar a defesa institucional da soberania e da integridade territorial do país.
“Todo o Poder Nacional da Venezuela está ativado para ratificar aquilo que somos por herança como filhos e filhas de Simón Bolívar: o dever sagrado de resguardar nossa independência nacional, nossa soberania e nossa integridade territorial”, disse.
O pronunciamento de Rodríguez ocorre após os Estados Unidos bombardearem diferentes regiões da Venezuela na madrugada deste sábado (3), atingindo alvos em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
A ofensiva militar culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, que desembarcaram no estado de Nova York no início da noite deste sábado em Brasília (fim de tarde no horário local).
O governo Trump afirmou que pretende “governar” a Venezuela até uma suposta transição política, indicando que empresas dos Estados Unidos passarão a explorar o petróleo do país.
A ofensiva provocou reações imediatas no Brasil e no exterior. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o ataque como uma afronta gravíssima à soberania nacional, enquanto o PCdoB convocou mobilização contra a agressão.
A Rússia acionou o Conselho de Segurança da ONU, e governos como o da China manifestaram condenação diante do risco de que o episódio abra um precedente de intervenção militar na América Latina e no Caribe.
A Venezuela formalizou uma denúncia ao Conselho de Segurança da ONU por meio de carta de seu embaixador, Samuel Moncada, na qual classifica a ofensiva dos Estados Unidos como uma “guerra colonial” e uma violação da Carta das Nações Unidas.
No documento, Caracas sustenta que a ação atenta contra a integridade territorial e a independência política do país.
A Colômbia solicitou a convocação de uma reunião do Conselho de Segurança, com apoio da Rússia e da China, para discutir a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. Diplomatas informaram que a sessão está prevista para a próxima segunda-feira.
Fonte: Portal Vermelho
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