Deputado bolsonarista Lucas Bove apontava arma para Cíntia Chagas e apertava seus mamilos em público.


 PN - O deputado estadual Lucas Bove (PL) tinha o hábito de fumar maconha e manusear a própria arma de fogo apontando como “brincadeira” para a então esposa, a influenciadora Cíntia Chagas, diz a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) oferecida à Justiça nesta quinta (23/10). 

A promotoria classificou o ato como uma “intimidação ostensiva”. Em uma ocasião específica, em julho de 2024, Bove teria fumado maconha e apertado o mamilo de Cíntia enquanto eles estavam na presença de uma amiga dela – o que ele fazia frequentemente, de acordo com a denúncia obtida pelo Metrópoles.

O parlamentar chegou a passar a mão debaixo da roupa da então esposa, naquele episódio, dizendo para a outra mulher presente: “Olha o que eu faço com sua amiga”. A situação teria deixado as duas constrangidas.

MPSP pede prisão preventiva de Bove

O MPSP denunciou Bove por violência psicológica, perseguição, ameaça e lesão corporal e pediu a prisão preventiva do parlamentar. Cíntia o acusou de agressão pela primeira vez em setembro do ano passado, durante a separação do casal.

Na época, ela registrou um boletim de ocorrência e entrou com um pedido de medida protetiva, que foi acatado pela Justiça. Desde então, Bove ficou proibido de manter contato, se aproximar e frequentar lugares em que a ex-esposa esteja.

No entanto, o parlamentar teria um padrão “reiterado” de desrespeitar a medida protetiva, como destacou a promotora Fernanda Raspantini Pellegrino na denúncia.

 “Há aproximadamente um ano, o denunciado vem ignorando as determinações do Sistema de Justiça (que já o intimou e o advertiu, pessoalmente e por meio de seus advogados constituídos), de modo que o autor possui a devida ciência acerca da necessidade de respeitar as medidas protetivas, porém, ele não o faz por acreditar que não será responsabilizado pelas consequências de seus atos, tendo em vista que age como se não houvesse decisão judicial a cumprir”, afirmou a promotoria.

Pellegrino destacou que Bove fez “publicações expressas ao nome da vítima e menções acerca da existência e conteúdo do processo” ignorando, “por completo”, a vigência das protetivas.

Histórico de agressões

De acordo com a denúncia obtida pelo Metrópoles, Bove é acusado de agressões físicas, violência psicológica, perseguição e ameaças, além de um padrão reiterado de descumprimento de medidas protetivas após a separação.

Ele teria cometido violência física ao menos três vezes, entre agosto de 2022 e julho de 2024, geralmente com apertões, causando hematomas, lesões e humilhações públicas.

Dentre os apertões, o parlamentar tinha o hábito de apertar os mamilos da então esposa em público, deixando-a constrangida.

No mesmo período, Bove tinha o hábito de apontar sua arma de fogo para Cíntia, como “brincadeira”, enquanto fumava maconha, diz a denúncia.

Em um momento, ele chegou a jogar uma faca na perna da mulher, e a ameaçou de morte, dizendo que o segurança dele esconderia o corpo.

Em outro, a ameaçou de agressão, com punho cerrado, e disse: “Você só não vai apanhar agora porque tem 6 milhões de seguidores”.

Ele também teria cometido violência psicológica contra a vítima, entre agosto de 2022 e julho de 2024, por meio de constrangimento, humilhação, isolamento e ridicularização.

Segundo os relatos de Cíntia, Bove tinha ciúmes excessivo e desconfiança, e chegou a fazer com que ela apagasse campanhas publicitárias por achar as imagens inadequadas.

Ele também pedia prints e comprovantes para ter certeza de onde ela estava e se estava acompanhada.

As insinuações de que ela estaria tendo um caso fizeram com que Cíntia cortasse relações com uma empresária e dispensasse seu cabeleireiro.

Após a separação, em agosto do ano passado, Bove passou a ameaçá-la de morte, inclusive para amigas dela, e a perseguir a influenciadora.

Ele teria utilizado advogados e a própria equipe para entrar em contato com Cíntia, e usado números de telefone da Alesp para ligar para ela após ter sido bloqueado.

As agressões e violência psicológica causaram dano psicológico à mulher, que passou a usar antidepressivos, sofreu queda de cabelo e desenvolveu Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Ela também passou a utilizar veículo blindado por medo.

Com informações Metrópoles


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