Agrotóxicos foram feitos para matar’, diz pesquisadora da Fiocruz


 PN - (BdF) Por que a justiça não consegue proteger a vida dos cidadãos?

Desde 2008, com pequenas oscilações, o Brasil figura em primeiro lugar entre os países que mais consomem agrotóxicos no mundo. A situação ficou mais grave partir de 2019, quando o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) promoveu a liberação massiva de novos produtos e a desregulamentação das normas relacionadas ao uso dessas substâncias, apontadas como causadoras de problemas de saúde crônicos e agentes da catástrofe ambiental. 

 O atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tido dificuldades de intervir sobre o tema, por mais que o próprio mandatário tenha se pronunciado a favor do banimento de agrotóxicos já proibidos em outros países. 

O principal entrave está dentro do próprio governo, já que o Ministério da Agricultura e o lobby do agronegócio têm impedido o avanço de ações importantes para a transição agroecológica no Brasil, como o lançamento do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), adiado sucessivas vezes e que ainda aguarda seu lançamento.  

Para entender melhor o tema, o Bem Viver, programa produzido pelo Brasil de Fato, conversou com Karen Friedrich, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e membro do grupo temático sobre saúde e ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Confira:


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