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terça-feira, junho 23, 2015

A Mulher Trans Laura Vermont espancada e assassinada por policiais.

Este texto foi escrito pelo ativista Davi Godoy no Facebook.
Esta é Laura Vermont. 18 anos. Ou melhor, era. No ultimo dia de sua vida. Ela foi espancada e assassinada por policiais. Já havia sofrido diversas violências por toda a vida e morreu minutos depois desta foto ser tirada.
Tiraram a foto e tiraram a vida. Ninguém a ajudou a enfrentar a fúria homo-trans-fóbica. Pelo contrário, ela foi o sacrifício oferecido ao deus que pede o sangue dos que ousam ser diferentes. A foto choca pelo sangue? Vocês não viram nada. Eu vi o vídeo, é estarrecedor. É grotesco, é revoltante.
Estão matando os gays. Estão matando nossas irmãs travestis e transexuais como se fossem aqueles bonequinhos que se derrubam na barraca da quermesse com uma espingarda.
Pra ela não interessava se havia movimento dentro do movimento. Ela queria sobreviver. Será que mesmo com nossos soldados morrendo vamos continuar com esta peleja interna, eterna e inglória? É exatamente o que os fundamentalistas querem, que nos destruamos uns aos outros, assim o trabalho deles fica mais fácil.
Ela era linda. É perceptível a beleza dela atrás do sangue. Mataram a beleza, mataram o ser humano, mataram o átomo divino do universo.
Amanhã será outra, depois outra, depois outra. Ou fazemos algo grande juntos ou morreremos sozinhos.
Live together or die alone.

Atualizaçao:


Diario do centro do mundo


PMs atiraram contra jovem de 18 anos e arrumaram testemunhas para mentir em depoimento à Polícia Civil. Laura de Vermont havia sido espancada por desconhecidos, na zona leste de SP, e tentou fugir
Dois policiais militares foram presos sábado (20/06) pela Polícia Civil de São Paulo sob suspeita de participação na morte da travesti Laura de Vermont, 18 anos, cujo nome de registro é David Laurentino de Araújo.
Os PMs Ailton de Jesus, 43 anos, e Diego Clemente Mendes, 22, são do 39º Batalhão, na zona leste de São Paulo, e foram presos em flagrante após mentir para a Polícia Civil sobre um tiro disparado contra Laura.
Na noite de sexta-feira (19/06), Laura saiu de casa, no bairro do Vila Nova Curuça, onde vivia com pai, mãe e irmã, para participar de uma festa com amigos na avenida Nordestina, uma das mais movimentadas da periferia da zona leste de São Paulo.
Por volta das 4h de sábado, Laura foi vista caminhando desesperada pela avenida Nordestina, ensanguentada e desorientada. Avisada sobre a situação da jovem por uma ligação para 190, a Polícia Militar mandou um carro para socorrê-la. Um homem chegou a gravar imagens de Laura no momento de pânico.


















> MATÉRIA DA TV RECORD MOSTRANDO OS ASSASSINOS
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