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quarta-feira, março 28, 2007

Crônicas & Críticas


Contra o rebaixamento da maioridade penal
por Renato Nucci Junior

A morte brutal do pequeno João Hélio de 6 anos, arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro por vários quilômetros preso ao cinto de segurança do carro de sua mãe, roubado por um grupo de assaltantes adolescentes, forneceu nova munição para que vários setores da direita brasileira, se aproveitando da comoção criada pelo caso, reabra o debate sobre a necessidade da redução da maioridade penal como forma de punir adolescentes envolvidos em crimes graves e hediondos. É um fato inquestionável que o problema da segurança pública é grave em nosso país. O Brasil apresenta uma das maiores taxas de assassinato do mundo. De 1980 até 2000, cerca de 600 mil pessoas foram mortas no país, o que desmente a idéia de que somos um povo ordeiro e pacífico. Mais de 62% dessas mortes aconteceram na década de 90, o que coincide com a implantação do projeto neoliberal, cujas conseqüências são por demais sabidas: aumento nas taxas de desemprego, maior informalização e precarização do trabalho, achatamento salarial, redução nos investimentos em educação, privatização dos serviços públicos com a perda de seu caráter universalizante e desmontagem das redes formais de seguridade e de previdência social. A juventude brasileira, em sua maioria composta de jovens proletários, não merece ser punida, mas ter uma vida digna.
O texto completo no site Resistir
Foto: Terra - Notícias

Águas da vida comenta

O problema da violência não esta em diminuir a idade do menor, concordo plenamente que a questão é social, existe uma enorme diferença social entre a população brasileira, onde miseráveis vivem ao lado da riqueza e não podem participar e nem tem o direito de ser um cidadão. As políticas induzem a esses indivíduos a roubarem o que lhes é negado. Não por isso quero dar uma satisfação de um mal tão grandioso que foi o assassinato dessa criança, mas essa violência continuara enquanto os políticos não fizerem um modo de dar dignidade, alimentação e escolas para todas as classes sociais, em países da Europa a universidade é direito de todos, no Brasil, somente os sortudos conseguem através de uma grande injustiça que é o vestibular. Terminou o segundo grau, cada cidadão tem o direito democrático de ingressar numa faculdade o que não ocorre no Brasil.
Muitas vezes ouço pessoas idosas falarem que no passado existia muita fartura na mesa do pobre, menos violência, mas de que passado estamos falando? Do tempo da ditadura, do braço de ferro, sera que o povo brasileiro não estava preparado para democracia? Muita liberdade acaba em anarquia, mas que precisamos de um braço de ferro para governar e tomar atitudes contra essa corrupção que anda solta por ai, essas injustiças sociais, isso obviamente precisamos.
E tu...O que achas?

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4 comentários:

Ácido Poético disse...

Gostei demais daqui. E concordo plenamente.

Sds,
Brunø

Águas da Vida disse...

@ Ácido Poético - Obrigada pela sua visita.
Big Kiss

BNÊ disse...

As pessoas idosas que dizem que antigamente havia fartura na mesa do pobre, com certeza eram de classe média e nunca entraram na casa de pobre.
Os pais saiam muito cedo (escuro) para o trabalho e voltavam (também escuro), e as mães dividia o rango quase grão por grão de arroz aos filhos, que ouviam do pai se te ver com algo que nã te pertence vai apanhar miito. Até pedir algo pra comer eles proibiam.

Águas da Vida disse...

@ Bne - Se tratava de uma outra educaçao...Mas minha familia era pobre e meus avo's diziam sempre que sempre tiveram fartura na mesa, eu por exemplo fui criada com mesa cheia...E éramos pobres, nao éramos classe média. Papai tinha um simples trabalho e conseguia alimentar a familia.
Obrigada pela visita.
Big Kiss