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sexta-feira, outubro 20, 2006

Crônicas & Críticas

Hoje Não Falo de Tristezas
Nova Técnica

Aprendi uma técnica muito interessante para aqueles momentos de “branco cerebral”. É essa: escolhe-se, aleatoriamente, num dicionário um substantivo, mas sem escolher entre as palavras. Deve-se pensar num número e abrir o dicionário na página daquele número. Depois determinar outro número que pode ser a hora ou os minutos do relógio, ou o dia do mês, ou sua idade, qualquer número. Na página aberta do dicionário, procuramos a palavra cuja ordem é determinada pelo segundo número, se for um substantivo, ótimo, se não continuamos a descer até encontrar um. Também, aleatoriamente, pegue um livro e deslize o dedo, o substantivo mais próximo de onde seu dedo parar, será a segunda palavra. As duas palavras intercalamos com PO. E a partir dessa “sentença” formamos uma idéia para desenvolver o que o “branco” está nos negando. Estou experimentando essa técnica aqui, você avalia o resultado, ok?

Vejam que hoje, “forças ocultas” estão conspirando contra mim, essas são minhas palavras: GUARDA-SEXO po RAZÃO

Vamos ver o que faço com elas!
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_Você perdeu a razão?

A mulher está com olhar atônito para o marido. Toda vestida de biquíni, mais ou menos comportado, o suficiente para disfarçar o que quer, com uma camisa de seda branca, ligeiramente transparente, aba na cabeça para proteger-se do sol, chinelos Havaianas, brancos. Bolsa de palha italiana a tira-colo e óculos de sol Armani. Elegante e confortavelmente trajada para ida à praia.

Haviam chegado na noite do dia anterior e da janela do hotel visualizaram o mar e concordaram que iriam passar algumas horas na praia. Ele brincou dizendo que iria atrair todos os olhares da praia, ela riu e respondeu que seriam somente os seus olhares que ele atrairia.

_ Por que perdi a razão?
_ Você está ridículo!
_ Eu não achei!

Ele tinha se conferido por todos os ângulos que o espelho do banheiro permitiu. Viu que precisa manter o abdome contraído, erguer os ombros, estufar o peito e esticar a coluna, Percebeu que até ficou mais alto.

_ Com você assim, não vou à praia. E um conselho: Se vai continuar com essa idéia, pelo menos depile as virilhas! Ah, e coloque um boné enterrado nos rosto e óculos escuros, aquele grande que você trouxe, não quero que o reconheçam quando sairmos juntos, isso se continuarmos juntos...

_ Está louca? Depilar-me? Isso lá é coisa para se dizer a um homem? E quer saber? O vendedor me garantiu que essa peça vem de Paris e que é última moda nas praias francesas.

_ Vou ligar para sua mãe, ela tem que saber...
_ A senhora não acha nada demais? Sei ... seu filho é lindo, é um verdadeiro Adonis, sei, sei. É, ele também pensa que é, a senhora o convenceu bem. Tchau...

_Então fazemos assim, pode ir agora que vou esperar meia hora para sair e nem se atreva sequer me olhar na praia! Na volta conversaremos e você me contará sobre todos os olhares que o admiraram.

Ela voltou três horas depois e o encontrou assistindo TV, banhado e vestido tradicionalmente.

_Pelo jeito você voltou logo da praia. E como foi o sucesso?
_ Não quero falar sobre essa manhã agora, e nem nunca mais, por favor!

3 comentários:

Fatima Gama disse...

Olá querida
Parece que os olhares não foram de admiração rsr. Bjs e bom fim de semana para vc e para todos do Águas da Vida!

eduardo disse...

Texto bacana, parabéns.

Águas da Vida disse...

Excelente querida Hilda.
Um explendido final de semana a todos.
Big Kiss