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sexta-feira, setembro 29, 2006

Crônicas & Críticas

Uma Brasileira À Beira de Um Ataque dos Nervos
Sou brasileira, sou ufanista, gosto do verde e amarelo de nossa Bandeira, me emociono com nosso Hino Nacional, vibro com as conquistas de brasileiros, acho que nossa miscigenação resultou num povo de beleza peculiar. Nossa cultura também um misto de culturas, nosso folclore é rico, nossa natureza é magnífica. A Geografia deve ser a mais favorecida do mundo, com clima ameno e variado, possuindo a rede hidrográfica mais extensa do Globo, com 55.457km2. Terremotos, maremotos, furacões, nevascas, desertos, vulcões... o que são essas coisas?

E porque somos considerados Terceiro Mundo? Como o sistema de saúde ser quase inexistente à maioria do povo brasileiro num país onde centenas de novos profissionais da área de saúde são formados anualmente? Como a educação não ser o objetivo principal de um país onde a maioria de sua população é composta por jovens? Como existir fome num país com imensa vocação e qualidades agrícolas?

Penso que nós, brasileiros, talvez elejamos os piores políticos, como uma oferta de sacrifício para retribuir todas as benesses que recebemos em nosso solo pátrio. Só pode ser isso, talvez uma consciência coletiva nos leve a esses masoquismos como forma de retribuição ao que a natureza nos presenteou.

Não aceito um governo que explora a miséria e a fome, que faz delas sua publicidade em vésperas de eleição. E com seus atos corruptos está aumentando a pobreza, porque todo o desvio que promoveu do dinheiro público, foi roubado do povo brasileiro, todos ficamos mais pobres, mais sofridos.

Será que iremos continuar a nos infringir sacrifícios, reelegendo um presidente e deputados já comprovados, desonestos, para podermos aproveitar nossa natureza sem culpa?

Reproduzo aqui um texto de Bertold Brecht (1898 - 1956)

Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso. Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários, mas não me importei com isso. Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis, mas não me importei com isso. Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados, mas como tenho meu emprego, também não me importei.

Agora estão me levando, mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Vai ser assim dentro de poucos anos, se a incapacidade, a corrupção e o populismo governar o nosso País novamente e nos tirarem os direitos que tão arduamente foram conquistados.

E você, que não se interessa pelo destino da nação, quando for incomodado pela miséria batendo à sua porta, ou assustado com mais violência gerada pela falta de vontade política dos mesmos governantes que só querem se locupletar, o que fará?

Está bem perto a hora de tomarmos uma atitude para mudar o rumo da vergonha que nossa Pátria está mergulhada.

4 comentários:

Águas da Vida disse...

Um texto maravilhoso... Pode ser masoquismo como citaste no texto, ou excesso de pacifismo, vai saber, mas concordo que do jeito que anda nao pode continuar...
Parabéns querida Hilda, excelente!
Big Kiss

eduardo disse...

Muito bom texto... faz pensar...

Um Poema disse...

É a consciência cívica dos cidadãos que pode alterar o destino dos povos.
Um abraço

Marco Aurélio disse...

Graças ao governo Lula, grande parte da população brasileira acredita que todos os políticos são iguais. Não penso assim. Nem todas as pessoas se comportam como os demais de sua categoria profissional, social ou o que o valha, como escrevi na última postagem.

Um abraço

Marco Aurélio