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domingo, setembro 17, 2006

Mulher de cama e mesa?

Fazemos muitas escolhas na vida, parece que passamos quase todo o tempo decidindo por onde caminhar. Uma carreira profissional ou um marido, casa, filhos? Como conciliar tantos papéis que nos são destinados? Não sei fazer agrados desnecessários, encaro as tarefas domésticas como uma coisa a ser compartilhada, muitas vezes peco por excesso de independência, sempre fui dona de meu nariz, portanto, não sou a esposa perfeita. Saio de casa todos os dias às oito horas da manhã. Retorno as oito da noite, participo nas despesas diárias da casa, só tive mesada quando era solteira e sustentada por meu pai. Mesmo assim, comecei a trabalhar muito cedo. Aos dezoito anos já tinha emprego, uma conta bancária e carteira assinada.

Mas casei-me com um nortista, penúltimo filho numa família de dez rebentos, com uma mãe que nunca trabalhou na vida, um pai meio coronel, irmãs submissas. Impacto total, quebra de paradigmas, um aprendizado. Mas temos aprendido a respeitar o desejo do outro. Hoje, depois de dois casamentos, fico pensando... Se tivessem me questionado, teria sido uma boa idéia abrir mão de minha carreira em detrimento de um casamento? Não creio, este tipo de escolha ficou fora do cardápio do século vinte. Felizmente, homens e mulheres aprendem a cada dia a importância do respeito dentro da relação amorosa.

Claro que os problemas continuam. Apresentam-se de uma maneira diferente, se repetem em cópias do passado, mas o pensamento corrente é de que numa relação a dois feliz, temos que ser um casal, respeitando o desejo e a individualidade do outro. Quase toda relação passa por um período de paixão alucinante, desgastes profundos, aprendizado e amor seguro e companheiro. Não é possível nenhuma relação sobreviver sem admirável mútua. O respeito à liberdade de escolha das pessoas é fundamental. Mesmo que estas escolhas nem sempre acabem no final feliz que idealizamos

7 comentários:

Águas da Vida disse...

O respeito mutuo é essencial...Mas casamento, uniao, nao sera tudo uma forma do capitalismo ganhar algo? Confio mais na convivencia, cheguei a um ponto que nao creio mais em grandes festas de casamento, noivado...Acho ideal a convivencia, quem sabe depois de alguns anos vivendo juntos poderemos falar do casamento.
Lindo post Susan, um excelente domingo.
Big Kiss

Hilda disse...

Olá Susan... muito bom teu tema,casamento é companheirismo! Pouco importa o documento do casamento, casamento que é casamento é companheirismo, em tudo, nas dores e nos amores, nas alegrias e nas tristezas, nos compromissos chatos, no respeito mutuo às diversidades...

Luiz Alberto Machado disse...

Olá, pessoalinda, este seu espaço é apaixonantemente maravilhoso. Parabens. Deixo um um poemiudinho por gratidão:

Coração de mulher:
a flor que nasce do sol
e realiza a vida.

Beijabrações
www.luizalbertomachado.com

Tom disse...

Falou e disse!
Grande beijo!

Caritas souzza disse...

Olá! Vim desejar um excelente domingo e uma ótima semana. Qt ao texto eu so tenho a dizer que sempre trabalhei e que nunca fui submissa a caprichos de marido. Respeito a convivência não quer dizer que seja a submissão a ponto de se anular! Excelente matéria a de hj> Parabéns a colunista!

eduardo disse...

Acho que o casamente é uma arte, que poucos conseguem desenvolver. È uma troca e negociação permante, bela crônica.

Vanna disse...

O q está escrito no texto é tudo em q acredito.
Abraços